Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2008

Com vocês, Vacca!


De 2005 até hoje, varias iniciativas bacanas tentaram (ainda sem êxito) recriar no Brasil o sucesso do Digg.com, um dos 100 web-sites mais visitados do mundo.

E pretensamente, espero ser um dos responsável pela criação da mais simples e divertida delas.

Nada de usar soluções em pacotes prontos como o Pligg. O Vacca está sendo desenvolvido do zero, totalmente focado no público brasileiro, usando ajax + ruby on rails 2.01.

Não vou entrar em detalhes por enquanto a respeito de nossa estratégia, mas nosso foco não será centrado em notícias de tecnologia, como ocorre na maior parte dos sites de social bookmarking.

A versão de testes entra no ar em uma semana. Espero que gostem.

Terça-feira, 15 de Janeiro de 2008

Em 2008 quero ajudar a construir o futuro.

"O Daniel está morto", você presume. Na verdade estou aqui entretido com meu novo brinquendo.

"Qual brinquedo é esse?" talvez você se pergunte. 

Ligue os pontos: é bem pequeno, acessa a internet, faz ligações e tem uma maçã mordida desenhada em alumínio nas costas.

É isso. Durante essas férias, me isolei da humanidade pra estudar tecnologias que me permitam desenvolver aplicativos on-line pro iPhone. 

Quero ser um expert nessa área, pois acredito que daqui pra frente todos os dispositivos moveis (AKA celulares e smartphones) serão substituídos por iPhones e celulares rodando a plataforma Android do Google (ou tentarão imitar todos os avanços alcançados pelas plataformas mencionadas). 

Acho que a mudança de paradigma será tão profunda que eu não pretendo nem me preocupar em desenvover aplicativos compativeis com plataformas móveis antigas, como meu dispositivo Windows Mobile que agora se encontra em alguma lixeira por aí, ou o Treo da minha namorada, que agora descança em paz em alguma gaveta a ser esquecida.

Estou genuinamente empolgado. Acho que pela primeira vez a computação móvel vai sair do "andador", indo direto e sem escalas pra Maratona de São Silvestre.

Claro que, antes do nosso mundo virar de cabeça pra baixo dessa forma o iPhone ou dispositivos Android precisam ser lançados no Brasil. Mas eu não preciso esperar isso acontecer pra dar início aos meus estudos, que já estão indo a todo vapor. E felizmente, estou tendo a oportunidade de usar tecnologia de ponta em todos os aspéctos, como Rails 2.01, Macs Intel, CSS2.5/3.0 e softwares maravilhosos como o Omni Graffle (para planejar a arquitetura da informação) e TextMate (como IDE).

Em breve mostro pra vocês alguns protótipos resultantes dessa empreitada. Mas antes disso, vocês terão notícias de um projeto que eu e um amigo estavamos matutando a um bom tempo (e ao que tudo indica, vai sair do papel).

Quinta-feira, 18 de Outubro de 2007

Radiohead fatura 8 vezes mais sem gravadora

Embora a maior parte dos downloads de "In Rainbows" (ultimo disco da banda) fora feito através de sites clandestinos de torrent, a nova estratégia do Radiohead parece ter sido bastante lucrativa.

A banda permitiu que os fãs escolhessem quanto gostariam de pagar pelo novo "disco" digital, e então fazer o download do album.

De acordo com fontes próximas à banda, o novo album do Radiohead foi baixado no site oficial cerca de 1,2 milhões de vezes na primeira semana, recebendo uma média de US$8,00 por download... O que dá nada menos do que algo em torno de US$10 milhões só na semana de estréia!

Enquanto isso, rumores indicam que outras bandas como Oasis e Jamiroquai estudam abandonar suas gravadoras e o UOL continua em seu "moonwalk" vendendo faixas com o DRM PlayForSure que ninguém quer.

Começa amanhã o Primeiro Encontro Brasileiro de Arquitetura da Informação


O caos da informação na web nacional, (vide UOL, IG, etc...) demonstra claramente: O Brasil precisa de mais e melhores arquitetos da informação.

Enquanto boas iniciativas Web 2.0 brasileiras continuam a surgir, mais uma boa notícia indica que estamos saindo da idade do bronze da internet: a realização do primeiro EBAI.

O encontro que será realizado nos dias 19 e 20 de Outubro em São Paulo contará com palestras de acadêmicos e profissionais da área, entre eles Luiz Agner, autor de Ergodesign e Arquitetura de Informação, um dos raríssimos títulos sobre o assunto publicados no Brasil.


Ergodesign e Arquitetura de Informação: leitura recomendada pelo Segunda Onda

O evento fora idealizado pela blogueira Carolina Leslie, e você pode conferir a programação aqui, o mapa de localização aqui, e, quem sabe, fazer sua inscrição (que custa R$250,00) por aqui.

Eu já fiz a minha, e você?

Ebai - Primeiro Encontro Brasileiro de Arquitetura da Informação
Dias 19 e 20 de Outubro de 2007
Auditíorio do Conselho Regional de Quimica 4a Região
Rua Oscar Freire, 2039 - São Paulo/SP
http://www.aibrasil.org/encontro
Realização: JumpEducation




Quarta-feira, 17 de Outubro de 2007

Depois de muita briga: SDK Oficial do iPhone é anunciado por Jobs



Enquanto você estava aí reclamando por não ter a menor perspectiva de conseguir comprar um iPhone nacional nos próximos anos, o mundo geek nos EUA guerreava com a Apple por questões como aparelhos inutilizados, plano de fidelidade de 2 anos exclusivos com AT&T, e principalmente, a falta de um SDK (System Development Kit) oficial da marca da maçã.

A eficiente comunidade global de hackers não perdeu tempo e já deu um jeito na situação, como vocês já devem saber. Hoje é possivel jogar NES, acessar as mais populares redes de IM, simular um GPS, entre outras coisas, graças ao processo obscuro de "Jailbreaking", que permite instalar aplicativos no poderoso OSX móvel embutido no aparelhinho mágico, violando com isso a garantia do aparelho.

Em breve, no entanto, não será mais necessário "arrombar" o sistema do telefone. Steve Jobs, o messias dos gadgets, revelou agora a pouco que em breve os desenvolvedores poderão criar aplicativos ativamente no iPhone usando um SDK oficial da Apple.

A melhor notícia para nós aqui de baixo é que o kit de desenvolvimento pode também gerar aplicativos para o iPod Touch. Este sim, já é vendido em algumas rarissimas lojas do nosso país.

Sexta-feira, 10 de Agosto de 2007

As 3 corridas que o UOL perdeu (Parte 3)

Este mês o Segunda Onda estréia analisando algumas corridas que o UOL perdeu, uma de cada vez, apontando erros e possíveis soluções para alguns problemas deste gigantossauro da web brasileira.

Publicidade no UOL


Que tal fazer um anúncio Skyscraper na estação de música do "Melhor Portal da América Latina"? Ou que tal colocar um bannerzinho na primeira página?Quem sabe um anuncio direcionado aos estudantes no VESTIBUOL, ou mesmo participar do pseudo AdWords do UOL, os tais links patrocinados?

Entre tanta escolha a se fazer, há apenas uma certeza: vai ser muito difícil alguém ler o seu anúncio.

Você pode pinta-lo de vermelho, faze-lo pular, colocar mulheres semi-nuas se beijando, pode fazer o que quiser, mas no UOL o engarrafamento de publicidade beira ao desesperador. Filtrar algo de relevante ali é quase como purificar água contaminada por polônio 210.

E se você trabalha com planejamento do mídia, ninguém facilita a sua vida. São 16 possíveis formatos de anúncio para escolher no menu da publicidade online tradicional em cerca de 45 estações, além dos varios formatos de links patrocinados. Todos esses, sem exceção, se integram ao design das páginas de forma tão elegante quanto um cão atropelado se integra ao asfalto, com a diferença de que, no caso do cão, é difícil ignora-lo.





Entre as possíveis modalidade de formato de anúncio a se escolher, estão antiquados e sádicos POP-UPs... "Mas eles não tinham morrido?" - você se pergunta... Não, o museu vivo da história da internet ainda preserva as mal amadas janelinhas intrometidas.

São nada menos do que 4 variedades de pop-ups a venda, além da possibilidade de contratar a mailing list do UOL para entulhar as caixas de
correio eletrônico com o que eles chamam de "E-Mail MKT".

Como diria Al Ries, o influente autor de "A Queda da Propaganda", o problema moderno é a comunicação, nós vivemos hoje em dia na primeira sociedade soterrada pela comunicação.

Se o UOL não consegue aprender uma lição tão simples desde que o mundo começou a falar em relevância, mídia direcionada, arquitetura da informação ou mesmo bom senso e parcimônia, só me resta agradecer o fato da empresa não produzir dioxido de carbono em grandes quantidades.




"Ora, mas o UOL está se atualizando... Eles até imitaram o Google AdSense", alguém poderia apontar. Mais uma iniciativa oportunista risível de quem chegou atrasado e está perdendo a corrida. 

Mais uma idéia simples e eficiente que o UOL adiciona a seu corpanzil frankensteineano, deturpando todo o sentido do lampejo inicial, aquele dos verdadeiros criadores dessa modalidade de mídia.

Curioso notar que não há integração entre venda de anúncios tradicionais e os links patrocinados... Se você é um comprador de mídia, precisa passar pelo desagradável desafio de navegar na página principal do UOL na hora de adquirir o serviço.

O Google virou o mundo de cabeça pra baixo trazendo relevância e sutiliza no aproach publicitário. Nada de causar ataques epiléticos com arquivos em Flash, nada coisas pulando na sua tela, apenas uma frase, algumas palavras que fazem sentido no contexto da página, e portanto, mais eficiência comunicando apenas informação com boas chances de atingir o target.

Essa idéia que seria facilmente subestimavel por um CEO de algum mega-portal brasileiro, transformou o Google em uma das empresas mais valiosas do mundo.

Entendeu UOL? Descrição, inteligência, estratégia e respeito ao consumidor. 

Troque seu núcleo estratégico. Coloque pessoas com Q.I. de no mínimo 120. Essas pessoas conseguem enxergar as coisas a 2, 3 passos a frente de seja lá quem esteja tomando as decisões hoje em dia. 

Seria interessante que essas pessoas tivessem gosto pelo que fazem, e não por carrões. Convide pessoas que estudam a fundo arquitetura da informação e design, que encontrem soluções elegantes para problemas de comunicação visual. 

Chame alguns cientistas da computação, apaixonados por redes neurais, usabilidade e algoritmos de relevância. 

Chame um pessoal de marketing mas que tenha um interesse genuíno por branding, TI e Web 2.0, que esteja de olho no mercado e que consiga entender no mínimo o que torna o page-rank algo tão especial.
Pessoas competentes em diversas áreas, que estejam com o pensamento afiado, na vanguarda, e que consigam conversar entre si. 

Ouça essas pessoas, deixe que elas norteiem o futuro da empresa e parem de comer poeira.

Quarta-feira, 1 de Agosto de 2007

As 3 corridas que o UOL perdeu (Parte 2)

Este mês o Segunda Onda estréia analisando algumas corridas que o UOL perdeu, uma de cada vez, apontando erros e possíveis soluções para alguns problemas deste gigantossauro da web brasileira.

Instant Messaging - Uol Messenger

Em 1999, com 3 anos de desvantagem, o UOL lança o ComVC - um programa que na época concorria com o hoje decrépito ICQ. 

O Msn (live) Messenger ainda não havia dado o ar de sua graça, e o Google mal tinha saído de dentro do quarto de universidade dos Srs. Larry Page e Sergey Brin.

Com a vantagem de ser totalmente em português e possuir uma maciça campanha de mídia, o ComVC chegou (segundo o UOL) a marca de 500 mil usuários, sem que no entanto, algum amigo seu, ou mesmo você, usasse o serviço.

Sem possuir integração com o já popular ICQ ou com a modinha adolescente da época, o IRC, o primeiro comunicador instantâneo do UOL jamais chegou a liderança no mercado de IM no Brasil. Não havia sentido em usar um comunicador se não havia ninguém para se comunicar.

Este é um notável exemplo de como é estranha essa mania que o UOL tem de chegar atrasado em tudo... E como isso pode ser mortal para a atuação dessa empresa.



Os Israelenses da Mirabilis mandavam no pedaço naquela época, com seu pioneiro ICQ.


Anos adiante, o ICQ, fora adquirido pela America On-Line e estava se tornando um verdadeiro pé no saco. Muitas funções inúteis, propagandas, e um código carregado, capaz de transformar qualquer supercomputador da época em uma lesma. Chegaram até a desenvolver um "Icq Lite" pra tentar combater o problema. 

Nessa época, a Microsoft deu o pulo do gato, e abocanhou grande parte dos novos internautas tupiniquins com o novo, prático e atualmente intrusivo MSN Messenger...

É claro: anos depois o UOL faz sua investida nada inesperada contra o IM da Microsoft. Dessa vez, o diferencial era levar o usuário leigo ao engano e batizar sua nova empreitada no mercado com o singelo nome de... "Messenger".

Após 8 anos de sua entrada no mercado de instant messaging, risivelmente, a empresa conserta o já irrelevante problema da falta de integração com o ICQ. Há também a interessante integração com o GTalk e o verdadeiro Messenger - o da Microsoft. 

Sob um aspécto, O UOL acerta a mão dessa vez, provavelmente com dor no peito, e resiste a tentação de atolar a interface do programa com o festival de propagandas que caracteriza a primeira página do portal da empresa. 




A boa notícia acaba por aí. Ao abrir o programa a primeira coisa que se nota é como ele é identico ao MSN Messenger... Seria até interessante: um Msn Messenger sem propagandas e pop-ups... Mas o negócio dá medo. Além de um amontoado de links persistentes para serviços que ninguém usa, como o UOLK(ut),  o novo IM do UOL possui os controles do medonho Windows Media Player a espreita, interligando o programinha a Rádio UOL. É como receber um tijolo de brinde com um pastel, sem a opção de recusar o presente.

E para tentar popularizar esse pastel de vento, uma maciça campanha publicitária é derramada na mídia televisiva brasileira, tentando angariar almas desinformadas para usar o programinha e risos dos mais atentos.

No comercial que ainda está sendo exibido, pode-se assitir um adolescente descolado dizendo:
"O Uol messenger é o unico que conversa com os outros messengers!!".

Imagem ilustrativa de um adolescente descolado


A propaganda falta com a verdade. Entre os instant messagers que se comunicam com multiplos protocolos, temos o Trillian, o Adium, e muitos outros, sem falar no GAIM, de onde veio o código fonte do novo comunicador do UOL. 

Alguns podem dizer que o UOL acertou a mão ao "criar" um IM  opensource, e até o próprio site do software parece tentar endossar essa ilusão de benevolencia: "O UOL optou por distribuir livremente o código-fonte do UOL Messenger". 

Não é bem assim. O UOL é obrigado pelos termos de uso CC-GNU-GPL a fornecer o código fonte, já que é uma modificação de um software livre. Mais uma vez, o respeito a inteligência das pessoas fica em último lugar.

Mudando um pouco de assunto, quero alertar para o fato de que agora existe uma outra nova forma do UOL Messenger ser obsoleto: a implementação de voz sobre ip. Mas isso merece um capítulo a parte, já que representa a investida do UOL contra o Skype.


No próximo post, confira a terceira parte da série: "As 3 corridas que o Uol perdeu"